Google entra com recurso
Objetivo é reverter à decisão judicial para não pagar multa de R$ 9 bilhões na Europa.
O Google não vai aceitar numa boa a multa de cerca de R$ 9 bilhões que recebeu por manipular resultados de busca na Europa. De acordo com a Reuters, a empresa decidiu apelar contra a decisão da União Europeia.
No final de junho, o bloco anunciou a multa recorde para o Google por causa da sua estratégia de exibição de resultados de buscas por produtos: o Google dava preferência para o seu próprio serviço de comparação de preços nas suas páginas de buscas, o que foi considerado pela União Europeia como uma forma de dificultar a concorrência.
"A estratégia do Google para seu serviço de comparação de preços não estava apenas atraindo clientes com a criação de produtos que fossem melhores que os dos concorrentes. Em vez disso, o Google abusou da sua dominância de mercado como um mecanismo de busca ao promover seu próprio serviço de comparação de preços nos resultados das pesquisas e rebaixando os de competidores", disse, em nota, a comissária Margrethe Vestager, da União Europeia.
A intenção de entrar com recurso contra a decisão já tinha sido manifestada na época em que a condenação foi divulgada. O Google diz que a comissão que analisou o caso não levou em consideração os benefícios que a abordagem da empresa leva aos consumidores.
Ao The Next Web, comissários da União Europeia não comentaram sobre a possibilidade de o Google reverter a decisão, apesar de reconhecerem que o recurso da empresa era óbvio. "A multa vai continuar e vai aumentar se as ações do Google não forem satisfatórias e não restaurarem princípios não-discriminatórios", explicou Umberto Gambino, que está no caso desde 2012.
(Foto: Imagem ilustrativa internet)
Fonte: Olhar Digital
Outras notícias
Homem é preso após fazer reféns em ônibus que levava pacientes para hospital em Ribeirão Preto
Suspeito invadiu veículo da Prefeitura de Santa Rita do Passa Quatro, obrigou motorista a seguir viagem e se rendeu após negociação com a PM.
24 Jun. 2026
Plataforma de delivery deve retificar nome de mulher trans e indenizá-la
De acordo com os autos, a autora tentou se cadastrar, com seu nome social, como entregadora parceira na plataforma, mas a requerida manteve a exibição pública de seu nome de registro civil para estabelecimentos e clientes.
24 Jun. 2026
